sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Fim de semana com ela...



Eu tinha planos para este fim de semana, e ela não estava neles, mas veio e ficou comigo por dois dias, chegou no sábado pela manhã, mas já na sexta eu comecei a ter a impressão que ela viria, a gente no fundo sabe, até a ciência explica isto...

Ficamos juntinhos e pra falar a verdade só saíamos da cama pra comer e tomar banho, ela foi incrivelmente insaciável em cumprir o que de fato veio fazer, talvez seja saudade, afinal já há uns seis meses que não vinha.

Paulo ligou, tinha futebol e depois aquela cervejada com a galera, bom ficou para a próxima, Sandra aquela garota que conheci na última balada e trocamos telefones também ligou, queria saber o que eu iria fazer no fim de semana, inventei uma desculpa, fiquei constrangido em falar a verdade.

Quando ela vem eu não tenho tempo nem ânimo para mais nada, ela realmente acaba comigo, ninguém me faz suar tanto, me deixa tão derrubado e por duas vezes me vi próximo ao delírio, ela é realmente muito boa de cama, mas sei lá podia avisar com antecedência assim eu me preparava melhor, mas ela gosta é de surpresas e quando vem, me rouba mesmo, eu nem fui pra balada sábado a noite, ela não deixa eu me divertir muito, não ia ter graça levá-la, quando ela vem o negócio é só nós dois mesmo, até por que ela não pode ver ninguém que logo da um jeito de se encostar, é ela vai com todo mundo, não tem nenhuma pretensão sexual, para ela o que vier é lucro, seja homem, mulher, idosos, eu já vi ela se aproveitando até de crianças...

Na segunda ela foi embora, e eu voltei para minha vidinha, esperando a próxima gripe...


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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Tati tagarela...



tati tagarela foi tagarelar com tia Talita

tia Talita falou

Tati tem que faser a tarefa

Tati queria é tagarelar

entao tagarelou...

tia Talita mandou Tati fazer a tarefa

Tati fez

mas voltou com tia Talita

a tagarelar...



este poema foi feito por minha querida e tagarela filha Marina...


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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Dois tempos...


Hoje passei o dia andando para frente

E olhando para atrás

Nem sempre é bom, mas de quando em quando

Um bem isto nos faz...

E como recata, busquei no baú da memória

Os mais doces momentos que esta vida nos trás...

Resgatei momentos únicos que já quase fogem da memória

E outros de um passado nem tão distante

Ricos momentos, que hoje já não seriam como antes...

Eu hoje sonhei acordado como o futuro e o passado juntos

Juntos em minhas mãos...

E enquanto no passado eu estava

nascia uma indagação

se tudo fosse tão perfeito

como estaríamos hoje então?...

eu olhei para atrás preocupado

mas é o futuro hoje o meu cuidado...

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Madrugada


É assim que eu me sinto

Voando

Levado ao vento

Como um alento...

Eu sou luz e pólvora

Eu sou fogo e estrela

Aquele sóbrio clarão do trovão...

Eu tropeço em minha sombra

E me aqueço com meu hálito

Sou fera, anjo e dragão

Eu sou um bêbado

Um amante em extinção...

Eu pouso no telhado de sua vida

E cochicho na janela de seus ouvidos

Eu sou um bicho

Bicho com pretensão...

Eu deito e espero

A noite

Diversão...

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Poema da raiva...




Onde está seu azul céu ?
Onde está seu azul céu?
Céu cinza
Céu triste e cinza
Céu cinza...

Onde está o seu brilho sol ?
Onde está o seu brilho sol ?
Sol apático
Sol apático
De raios minguados
Apático...

Onde está o seu verde vale ?
Onde está o seu verde vale ?
Vale seco
Vale seco
De que vale um vale seco?
Seco...

Onde está o seu domínio homem ?
Onde está o seu domínio homem ?
Homem tosco de atitudes torpes
Homem tosco de atitudes torpes
Pensastes que fostes Deus é ?
E fizestes com a natureza e com a vida
O que eu faço na latrina
Latrina...
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Um, sete, um...




Quando a dona morte vier me visitar
que venha com paciência
e me de cinco minutos de prosa
voltaras sozinha...

E quando vier pela segunda vez
que me encontre bêbado
e vou lhe tirar para uma valsa
aproveitarei o embalo da dança
lhe direi malicias
transaremos em um coma profundo
novamente voltaras sozinha
e satisfeita...

Quando a terceira trombeta tocar
e ela voltar, vou dizer...
que isso dona morte...
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Amanha...




Amanha vou abrir as janelas de minha mente
vou deixar entrar novos ares
Amanha vou filosofar na feira
andar entre os ventos sem eira nem beira...
Amanha vou tomar vergonha
e ver se pago algumas de minhas contas
amanha vou parar de beber
amanha eu vou pensar no futuro
quem sabe eu encontre meu lugar ao mundo
amanha eu vou lavar o carro e cuidar do jardim
amanha eu vou parar para pensar no que devo seguir...


Deixa tudo ai como esta
amanha eu prometo que vou arrumar
mas calma lá, vamos esperar o amanha
chegar...


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domingo, 17 de maio de 2009

Nonsense


Insano quanto nonsense
colho a luz
e como peixes

Bárbaro quanto as dunas
engulo as letras
pensando rou as unhas

é tão rápido quanto tântrico
o caos no mundo
o turismo no transito

a loucura não existe
onde está a serenidade
da esquisitice

pulo minhas sombras
e não alcanço o futuro
ele nem chegou
e eu fico mudo...

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Eu ando...




Ando em passos largos
Pisando em minhas próprias feridas
A trás de mim apenas um vulto
Uma leve brisa
Poesia...

Eu canto para espantar os males
Canto para saudar a vida
Canto mesmo com voz rouca e abatida
Eu canto e é só
Poesia...

E continuo andando
Por esta estrada da vida
Pulando meus passos
Burlando minha sombra
Respirando alegria
Pois no fim das contas
Tudo é
Poesia...
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combinação perfeita...



- Vermelhos, eu preciso de sandálias vermelhas...


Foi assim que Aline entrou na loja falando com Rubens naquele dia.
Aline é uma linda moça, inteligente, rica, sensual e casada com Dr. Lopes, Rubens é... bom... apenas um vendedor de sapatos, mas Aline e Rubens já eram íntimos nos ´ negócios ´ pois Aline sempre comprou sapatos com Rubens, aproveitando desta intimidade Rubens procurou saber quando, onde e com que tipo de roupa Aline iria usar as sandálias, foi até o deposito e voltou com meia dúzia de caixas de sapatos vermelhos, até ai tudo bem, mas como eu disse foi só até ai, pois nunca, nem Rubens e nem Aline tinham tido algum tipo de interesse pessoal um com o outro.
Não era a primeira vez que Rubens se ajoelhava diante de Aline para ajudá-la a calçar sapatos, mas desta vez Rubens foi tomado por algum tipo de encanto e como a um príncipe que calça o sapato perdido nos pés de uma donzela procurando sua amada ali estava ele diante dela. Rubens estava totalmente flechado pelo cupido e via as sandálias criarem moldes nos pés de Aline, e ainda como que hipnotizado olhou para ela com um dos olhares mais apaixonados que se pode ter visto nesta terra. Aline estava igualmente encantada, lisonjeada e olhando para Rubens com a voz mais doce do mundo disse :
- Ahh... Rubens, nascemos um para o outro ...
E Rubens nem percebeu que ela falava das sandálias...


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