quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Das coisas que eu gosto...
Tem coisas que me encanta em você
como quando fico contemplando seu rosto
passeando com as pontas dos dedos sobre toda a sua face
como que se estivesse procurando sentir sua alma...
e fico ali, sem medir espaço de tempo curtindo um amor que cresce
sentindo sua respiração que lhe faz ofegar cada vez mais
as vezes eu penso no futuro, as vezes no presente, as vezes no destino
mas gosto mesmo é de ficar ali, somente te contemplando,
te sentindo...
Sinto um exagerado prazer em estar contigo
em tê-la em meus braços e lhe distribuir abraços e beijos
em lhe ensinar algumas coisas e aprender sobre tantas outras
em ver você se encantando enquanto lhe falo sobre as coisas do amor
em ouvir lhe dizer que sou lindo, mesmo sabendo que não sou
mas isto também são coisas do amor
dizem que no começo tudo é perfeito e lindo
mas eu bem sei fazer como renovar o que chamam de início...
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terça-feira, 5 de julho de 2011
Exéquias...
Estávamos sentados na terceira mesa daquele bar
Esperando aquela garrafa de vinho ruim que não chegava
Ela olhou para mim e disse: Já podemos ir?
É difícil lhe dar com isto
Eu ainda tinha que pensar nas coisas que ficariam para trás
Sabe, nestas horas a gente faz um monte de reflexões idiotas que já não valem mais pra nada
Eu apenas queria sentir aquele último momento, aquela última brisa antes de partir
Não me senti como um condenado no corredor da morte
Que trocou sua última refeição por um cigarro de maconha e um drink barato
Também não podia me sentir como a uma ovelha caminhando para o matadouro,
realmente nunca fui santo o suficiente para isto
Sempre gostei muito disto, de viver corrompido neste mundo que inventei
Estava sem condição de pesar minhas medidas pois minha cabeça rodava muito,
e a dias ela estava assim
Não respondi nada, apenas fiquei a flertando como quem com a alma pede por um tempo de misericórdia
E adormeci debruçado sobre aquela mesa
Como um bebe no colo de sua mãe...
Muito...
Uns muito altos
Outros muito baixos
Uns muito gordos
Outros muito magros...
E lutam para perder um pouco do que se tem de muito
Os muitos pobres
E os muitos ricos
E eles se abominam
Os de muita fé
Que se tornam muito cegos
Os muito conservadores
Que andam de mãos dadas
Com a rigidez dos muito liberais
Os muitos comerciais
E tantos outros compulsivos
Que chegam ser muito demais...
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Depois do inicío...

Enquanto todos dormem
Eu comungo com minha dor enorme
Amparado pela sombra da asa de um corvo
Que de mau agouro me cativa a morte
Fiz da felicidade uma doença
E da tristeza minha sorte
No colo da mãe terra estendido como alimento
Oferecido entrego meu espírito
Agora sou adubo
Para os que anseiam a vida
Ignorantes suicidas
Lutadores de causas perdidas
que acreditam no amor
Feliz o homem que conhece a morte
Antes que esta o beije
Fiz de mim uma sombra escura
E corvo a morte me tornou...
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terça-feira, 17 de maio de 2011
O choro da Alma...
O choro da Alma...
hoje me sinto triste
numa saudade que não existe
uma dor que toca a alma
e não há remédio ou intermédio
que ajude a curar...
há... minha querida
Eu queria você aqui comigo
ao meu lado e bem pertinho
e encher-te dos meus carinhos
que estão acumulados e sentidos...
há... minha querida
mas que saudade mais sofrida
esta que há tempos me castiga
atormenta minha alma
e minha mente intriga...
há... minha querida
que coisa mais maldita
os tropeços desta vida
que separa e desanima
dois pássaros que não muito mais pedia
que voar mais alto nesta vida...
há... minha querida
como uma colina no outono
minha alma se encontra
mas sabida em animo se eleva
esperando a primavera...
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
místico encontro
Se jogue para dentro de ti e sonhe
Sonhe no abismo de vossa imaginação e esqueça
Esqueça de tudo
De tudo que lhe prende fora de ti
E mesmo presa,
viva...
Pois és livre e não sabes
Voe, voe para o mais profundo que possas ir
E sinta...
Sinta o gozo de ser apenas sua
inteiramente sua
e Nade...
Nade nesse caleidoscópio de cores e sentimentos bons
inteiramente místico e suave para vossa alma
E creia...
Creia que me encontrarás
Regozijando contigo em seu interior
Sim eu estarei ali
dentro de ti...
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Incomun...

Me desculpe caro amigo
Mas eu sou poeta
Só não sei como em mim nasceu isto
Apenas vejo poesia em tudo que meus olhos alcançam
Seja na inocência de uma criança
Ou na guerra por conta da ganância...
Me desculpe caro amigo
Mas este espírito chamado poesia
Foi formando em mim uma alegria
Alegria de ver o lindo em tudo
Até nas coisas mais feias deste mundo...
Me desculpe aos que mais aprofundados são
Se por vezes eu fujo da métrica
Ou quem sabe de outra razão
Mas nem tudo pra ser lindo necessita rima
E por vezes até mesmo a rima
Destorce o que entendemos por emoção...
Me desculpe caro amigo
Mas talvez seja por conta deste meu coração mole
Que um dia me ensinou a pedir e doar perdão
Ou estes olhos cansados que resistem em acreditar
Que mesmo no que seja ruim há seu lado bom...
Me desculpe caro amigo
Mas tudo nesta vida me inspira
Seja a lua enorme que brilha
Ou a dor da solidão
E a poesia em muito me anima
E me faz mais forte do que eu era até então...
Me desculpe caro amigo
Mas nem sempre uso palavras difíceis
Pois por vezes preciso ser simples
Para expressar o que deseja meu pobre coração...
Me desculpe caro amigo
Mas ainda que escrevesse um livro
E fizesse isto como meta
Jamais conseguiria lhe fazer entender
O que realmente se passa no coração
De um poeta...
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Durante seu sono...

É quando tu deitas a cabeça
Sobre meu peito
E dorme um sono profundo
Fico em silencio
Como a uma nuvem no meio do mundo...
Lembrando do que já vivemos
Sonhando com o que ainda
Para nós não veio...
E enquanto contemplo seu corpo
Sobre o meu repousando
Ouvindo seus profundos suspiros
Fantasias aspiro...
Confesso sentir um certo medo
Mas quem sabe seja isto que me encoraja
E quem sabe seja esta mesma vida
Que hora amarga e noutra nos agrada...
Quem sabe ´aquele´ que tudo vê e tudo sabe
Nos permitiu seja por um ato de compaixão
A abraçarmos tal missão de sermos um com o outro
Hora tesouro, hora guardião...
E enquanto tu em meus braços ainda dorme
Lhe faço meus carinhos
e sigo sonhando acordado contigo ainda
dormindo...
e a cada dia lhe amo mais...
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
Aurora...

quarta-feira, 16 de junho de 2010
datas...
segunda-feira, 17 de maio de 2010
As suas mãos...
As suas mãos
São elas agora o meu segurar
Nelas me agarro e não solto
Faço de ti meu refugio
Meu aconchego
Meu lar
O mais doce lugar onde posso estar...
Unidos por uma força que transpassa o natural
Uma junção de elementos sobre e pré-ternatural
O amor e o cósmico, a matéria e alma
Tudo entrelaçados em uma única união...
Sim são suas mãos
Agora unidas as minhas
Fazemos nossa história e nossa canção
E tudo se conhece
E tudo se faz crescer
Quando se sente a força de uma ligação
Pelo tato do encontro de duas mãos...
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
Figurativa....
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Entre os lábios...

Por vezes ele é esperado, planejado
Em outras é simplesmente roubado
E quando ele é recíproco
Algo mais forte faz o raciocínio
Perder seu domínio
E o que se sente é simplesmente emoção...
Quando as bocas se juntam
E o desejo sede espaço aos lábios
Que se tocam em ardente paixão
Tudo perde seu sentido
E o mundo em volta é despercebido
Já não há mais tempo nem razão...
O que importa é o momento
A sincronia entre o toque e a respiração
Mas que ofegante respiração
Tão constante quanto ao ritmo do coração
E os mais puros dos beijos
Marca ocasiões...
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Em mim...

Não sei ao certo
até onde vai a linha
entre o sano e incerto
mas não foges daqui
de dentro de mim...
Pois nos dias só
sua ausência é
a maior presença
lhe ver, lhe tocar
nem que sejas por um tiquim
me sacia a sede...
Eu fecho os olhos e te sinto
entre flechadas e sorrisos
e seu cheiro da sede
aos meus instintos...
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Então pule...

Só havia mais um rasto de poesia
E a musica já quase não mais se ouvia
Apenas um sopro de uma leve brisa
E que força tudo aquilo tinha
Tão fraca e constante enquanto ardia...
E então se pode ver o lado bom da dor
Enquanto sua sombra me abraçava
Contra a vontade de seu corpo
Ainda cansado de andar em círculos...
Do fim era apenas o meio do precipício
Mas você sabe voar
Quisá fosse o amor o remédio para sua
Dor...
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sábado, 2 de janeiro de 2010
Por entre passos...

Ainda falta espaço
No compasso de meus passos
Ainda falta hora nos dias
de minha vida
Ainda falta amor para tudo que eu sentia
Ainda falta luz no túnel que eu não via
Ainda falta tanta coisa que não cabe em mim
Ainda falta alimento para minha alma faminta
Ainda falta poesia em minhas linhas...
Mas o que importa se tudo aqui é desabafo
E faço dos meus erros meus passos
E continuo andar nesta estrada
Buscando o que não vejo
Mas sinto
E vou, vou indo....
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
confissão de um bêbado...

Vou ao bar todos os dias
Sem saber se sairei de lá
Triste ou feliz
Eu que era mestre
Me tornei um aprendiz...
Cachaça que hora me beija saudável
e noutra como um tapa amargo
e nem por um momento demonstra sentimento
não sente amor nem dor
fria como o inverno e sedutora como a flor
cachaça que me provoca espanto e calor...
cachaça que não largo
vício desgraçado
fiz de ti o meu mundo
e agora vivo embriagado...
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hisória retratada... ( em parceria com Márcia de Sá )
Aquele quadro na paredeQue fala sobre a gente
Cada traço de seus beijos
As metades unidas de nossos desejos...
Nele teus olhos me tocam
E me dizem deste amor
Ao menos naquela obra, eu sinto
O amor em eternidade e vigor...
Pintada a tinta óleo
Nossa história é retratada
Em sombras e cores vivas
Que a vida nos ensina...
E a tela mais bonita
Pinta-se em minha retina
Quando vejo teu sorriso
Transformar-me em menina
Mas que virilidade
Resplandecida nesta obra
Fortalecendo nosso amor
Com alegria sempre unidos
Aonde for...
Márcia Poesia de Sá e Léo Messias
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Cidade decadente...
Já não se vê mais o brilho da cidade construída
Construída com muito amor e comprometida
Comprometida com cumplicidade do respeito
Respeito que só se podia admirar
Admirar o que ela era por natureza
Natureza que transpassava amor e beleza
Beleza que aos poucos vão dando espaço as rugas
Rugas de uma cidade que se encheu dos mimos recebia
Recebia com alegria mas aos poucos foi se perdendo o encanto
Encanto que quando se deu conta virou rotina
Rotina por conta de uma cidade estressada que pouco do amor via
Via em suas ruas e vias a decadência da alegria
Alegria que se pode sempre buscar onde é que esteja e restaurar
Restaurar o que a gerou e lhe deu vida
E vida é apenas uma palavra sem cor quando não se tem amor
Há... sim, o amor...
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Parceria poética com minha querida Nor...
Embora meu tempo seja por demais limitado
Eu não posso deixar de escrever aqui meu recado...
E me chamando pra valsa da amizade internacional
Eu não posso declinar pois meu coração mole
Reluz de alegria ao sentir o carinho deste menino...
UMA AMIZADE INTERNACIONALO que pode separar uma bela amizade?
Serão os oceanos ou o fuso horário?
Serão os quilômetros percorridos
Ou simplesmente a mudança de calendário?
O que pode distanciar dois corações?
Serão os rancores ordinários?
Serão os dissabores temporários?
Ou somente a indiferença do correr das horas?
Uma amizade pressentida e imediata
Alimentada com simpatia e adoração
É algo forte como a Grande Mão
Que orquestra destinos e redemoinhos...
Nada pode separar o que é lindo e definitivo
Mesmo que isto não seja palpável
Uma linda amizade se iguala aos outros motivos
Que temos para perseverarmos em ser felizes...
Léo Messias e Anorkinda Neide.

