quarta-feira, 21 de abril de 2010

Entre os lábios...



Por vezes ele é esperado, planejado

Em outras é simplesmente roubado

E quando ele é recíproco

Algo mais forte faz o raciocínio

Perder seu domínio

E o que se sente é simplesmente emoção...


Quando as bocas se juntam

E o desejo sede espaço aos lábios

Que se tocam em ardente paixão

Tudo perde seu sentido

E o mundo em volta é despercebido

Já não há mais tempo nem razão...


O que importa é o momento

A sincronia entre o toque e a respiração

Mas que ofegante respiração

Tão constante quanto ao ritmo do coração

E os mais puros dos beijos

Marca ocasiões...

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

O urânio e o petróleo

Barac Obama se reuniu com lideres de 47 países e sobre a mesa o assunto foi a segurança nuclear, a principal meta foi firmar o acordo com a Ucrânia em desfazer de todo seu estoque de urânio, Viktor Yanolovich presidente da Ucrania disse que até 2012 fará isto,o que é difícil de se crer pois o urânio é o bem ( ou melhor o mau ) mais valioso deste mundo, ele possui em mãos o que qualquer chefe de estado sonha em ter, e Viktor não é Bin Laden, mas está longe de ser Gandhi. Opinião por opinião, penso eu que Obama está fazendo isto para que o pobre Nobel para de puxar seus pesinhos durante seu suave sono... Lulinha esteve lá também, pegando nas mãos e batendo nas costas de todos, e todos são tratados como companheiros, oh... que belos companheiros...

Mas lulinha tem uma particular missão, pois está empregado somente até o fim deste ano e nem pensar em perder a boquinha que está sendo cogitada na ONU...

Enquanto isto no Brasil a política anda agitada por conta da emenda aprovada pela Câmara dos deputados que muda as regras de distribuição dos royalties do petróleo, se aprovada pelo Senado isto dará o direito de igualdade nos lucros aos outros 25 estados além do Rio de Janeiro. No desespero de segurar o que até hoje tem sido seu o governador do Rio, Sergio Cabral chegou ao ponto de dizer que se esta emenda for definitivamente aprovada, o Brasil corre o risco de não sediar a Copa por falta de verba, e ainda completou que até mesmo a grande e rentável festa de carnaval na Sapucaí correria o risco de acabar... ai meu caro Cabral, o senhor arrumaria uma briga com cento e sessenta milhões de brasileiros, porque sem escola, sem comida, sem saúde, sem saneamento básico, e sem muitos outros direitos o o povo até vive, mas sem futebol e samba já é pedir demais...

Há e ainda é ano de eleição, mas depois a gente fala sobre isto, primeiro eu preciso pesquisar a saber quem é essa tal de Dilma (sic...)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Crianças no playground e meus sinceros pedidos de desculpas...

Semana de férias escolares, aqui no Japão o fechamento do ano é fim de março, tudo bem mas o que eu tenho haver com isto?

Bom primeiro que o playgroud do prédio onde moro é na janela do meu quarto, segundo que a junção entre esta semana de férias escolares, a energia acumulada das crianças depois de um longo período de inverno e ocasionalmente esta semana eu estar trabalhando de noite...Ai eu te pergunto caro(a) amigo(a) como o Léo que por natureza já sofre de insônia conseguiu dormir esta semana? Simples eu simplesmente me identifico com as crianças, e vendo pela minha janela eles brincarem esbanjando saúde, lembrei-me de minha infância, das travessuras que fiz e os inoportunos que causei há alguns vizinhos...

Por isto gostaria de expor aqui meu pedido de desculpas aos que consegui resgatar em minha mente.

Primeiro a ´Seu Arthur ´ o velho português que morava na esquina da Paes Lemes com a Bastos Cordeiro, que hoje intercedo que Deus o tenha, desculpa pelos ovos que jogava na porta de sua casa, pelas palavras de baixo calão que usava quando discutíamos, pelo dia que pedi para apanhar manga em seu quintal e revoltado com sua recusa fui apanhar as mais podres delas no quintal do velho Erasmo e as esfreguei no seu moribundo Corcel I, pelo crime de seqüestro seguido de homicídio culposo que cometi com seu gato e tantas outras façanhas que não me recordo...

A Geni, que independente de lugar, hora ou ocasião que eu a visse, cantava em alto e bom som aquela musiquinha que vai o seu nome, pelo dia em que correstes atrás de mim e escorregou levando o maior tombo no asfalto quente se esfolando toda e eu ainda tive a atrocidade de voltar para zombar de ti...

A mãe do Edson que o proibia de brincar comigo e dia sim e outro também me expulsava da rua em frente a sua casa, pelo dia em que fiz um risco entre a sua casa e a do vizinho e passei o dia gritando ´aqui pode, aqui pode...´

A mulher da casa nova, que eu arranquei a árvore só pra fazer uma forquilha de estilingue, e sendo dedurado para minha mãe passei a juntar minha pequena turma de pentelhos a jogar bola em frente a sua casa, pois a casa nova era sua, mas a rua é publica, pelas inúmeras boladas que dávamos no seu muro recém pintado e no portão de metal fazendo aquele barulho estrondoso seguido dos nossos sinceros pedidos de desculpas, as milhares de vezes que tocava a campainha só porque falar no inter fone era a coisa mais legal e moderna que existia...

E foram tantos outros que não me lembro. teria que escrever um livro se consegui-se me lembrar de todas as pessoas que apurrinhei durante minha saudável infância...

Agora entendem caros amigos (as) o porque um rapaz que sofre de insônia conseguiu dormir esta semana melhor que as anteriores?

Que as crianças continuem vindo com toda energia que Deus as deu, porque criança arteira é sinal de saúde e eu ainda tenho muito a pagar...

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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Em mim...



Não sei ao certo

até onde vai a linha

entre o sano e incerto

mas não foges daqui

de dentro de mim...


Pois nos dias só

sua ausência é

a maior presença

lhe ver, lhe tocar

nem que sejas por um tiquim

me sacia a sede...


Eu fecho os olhos e te sinto

entre flechadas e sorrisos

e seu cheiro da sede

aos meus instintos...

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Então pule...


Só havia mais um rasto de poesia

E a musica já quase não mais se ouvia

Apenas um sopro de uma leve brisa

E que força tudo aquilo tinha

Tão fraca e constante enquanto ardia...


E então se pode ver o lado bom da dor

Enquanto sua sombra me abraçava

Contra a vontade de seu corpo

Ainda cansado de andar em círculos...


Do fim era apenas o meio do precipício

Mas você sabe voar

Quisá fosse o amor o remédio para sua

Dor...

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sábado, 2 de janeiro de 2010

Por entre passos...




Ainda falta espaço

No compasso de meus passos

Ainda falta hora nos dias

de minha vida

Ainda falta amor para tudo que eu sentia

Ainda falta luz no túnel que eu não via

Ainda falta tanta coisa que não cabe em mim

Ainda falta alimento para minha alma faminta

Ainda falta poesia em minhas linhas...

Mas o que importa se tudo aqui é desabafo

E faço dos meus erros meus passos

E continuo andar nesta estrada

Buscando o que não vejo

Mas sinto

E vou, vou indo....



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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

confissão de um bêbado...


Vou ao bar todos os dias

Sem saber se sairei de lá

Triste ou feliz

Eu que era mestre

Me tornei um aprendiz...

Cachaça que hora me beija saudável

e noutra como um tapa amargo

e nem por um momento demonstra sentimento

não sente amor nem dor

fria como o inverno e sedutora como a flor

cachaça que me provoca espanto e calor...

cachaça que não largo

vício desgraçado

fiz de ti o meu mundo

e agora vivo embriagado...

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hisória retratada... ( em parceria com Márcia de Sá )

Aquele quadro na parede
Que fala sobre a gente
Cada traço de seus beijos
As metades unidas de nossos desejos...


Nele teus olhos me tocam
E me dizem deste amor
Ao menos naquela obra, eu sinto
O amor em eternidade e vigor...

Pintada a tinta óleo
Nossa história é retratada
Em sombras e cores vivas
Que a vida nos ensina...

E a tela mais bonita
Pinta-se em minha retina
Quando vejo teu sorriso
Transformar-me em menina

Mas que virilidade
Resplandecida nesta obra
Fortalecendo nosso amor
Com alegria sempre unidos
Aonde for...


Márcia Poesia de Sá e Léo Messias

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Cidade decadente...


Já não se vê mais o brilho da cidade construída

Construída com muito amor e comprometida

Comprometida com cumplicidade do respeito

Respeito que só se podia admirar

Admirar o que ela era por natureza

Natureza que transpassava amor e beleza

Beleza que aos poucos vão dando espaço as rugas

Rugas de uma cidade que se encheu dos mimos recebia

Recebia com alegria mas aos poucos foi se perdendo o encanto

Encanto que quando se deu conta virou rotina

Rotina por conta de uma cidade estressada que pouco do amor via

Via em suas ruas e vias a decadência da alegria

Alegria que se pode sempre buscar onde é que esteja e restaurar

Restaurar o que a gerou e lhe deu vida

E vida é apenas uma palavra sem cor quando não se tem amor

Há... sim, o amor...

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Parceria poética com minha querida Nor...

Vida de Japão também não é fácil
Embora meu tempo seja por demais limitado
Eu não posso deixar de escrever aqui meu recado...

E me chamando pra valsa da amizade internacional
Eu não posso declinar pois meu coração mole
Reluz de alegria ao sentir o carinho deste menino...







UMA AMIZADE INTERNACIONAL

O que pode separar uma bela amizade?
Serão os oceanos ou o fuso horário?
Serão os quilômetros percorridos
Ou simplesmente a mudança de calendário?

O que pode distanciar dois corações?
Serão os rancores ordinários?
Serão os dissabores temporários?
Ou somente a indiferença do correr das horas?

Uma amizade pressentida e imediata
Alimentada com simpatia e adoração
É algo forte como a Grande Mão
Que orquestra destinos e redemoinhos...

Nada pode separar o que é lindo e definitivo
Mesmo que isto não seja palpável
Uma linda amizade se iguala aos outros motivos
Que temos para perseverarmos em ser felizes...

Léo Messias e Anorkinda Neide.